Troféu Falange | As 5 Melhores Produções de Super-Heróis de 2017

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Vinheta de BastilleBonjour! Um ano acabou e chegou a hora do balanço, com nosso Troféu Falange 2017. Como alguém que gosta de seriados e filmes de super-heróis, fiquei bastante satisfeita com o que 2017 nos ofereceu. Consegui separar as que considero as 5 Melhores Produções de Super-Heróis de 2017, mas confesso que não foi nada fácil, e algumas coisas muito boas tiveram que ficar fora. Mas vamos logo a esse top 5!

Troféu Falange | As Melhores Produções de Super-Heróis de 2017

#5 | Legion

Exclusão e aceitação das diferenças. É em torno disso que giram as estórias dos X-Men, e é essa a temática tratada por Legion. A série, da Fox em parceria com a Marvel (mas que diferença faz, agora que tudo é da Disney?), tem como personagem central David Haller, um mutante esquizofrênico conhecido pelos leitores de quadrinhos por ser o filho de Charles Xavier, e cuja doença e os poderes são intimamente ligados.

se destaca pelo seu visual. A qualidade da edição de som e da fotografia da série são impressionantes e necessárias para criar o ambiente pretendido. Isso porque a série, ao mesmo tempo que expõe a loucura de David, consegue brincar com a percepção do espectador de forma a confudi-lo. Como para David, não é óbvio o que é real e o que não é. Tratar de doença mental de forma complexa é algo difícil, mas Legion consegue esse feito, e tanto o tema quanto as escolhas estéticas da série a tornam inovadora. É uma série de super-heróis, sim, mas o fato dos personagens terem poderes mentais mais do que físicos torna o resultado final diferente do que se poderia esperar do gênero, e isso é um bom ponto para atrair um público não necessariamente adepto da ação habitual dos universos heróicos. A série foi elogiada pela crítica, porém não recebeu a atenção que merece. Então, se ainda não assistiram, deem uma chance – a resenha da Mãe Serpente talvez termine de vos convencer. Não está nesta lista de melhores produções de super-heróis de 2017 por acaso.

Imagem da série Legion mostra um homem segurando a cabeça, de onde sai fumaça colorida.

#4 | O Justiceiro (The Punisher)

Em 2017, a parceria entre a Marvel e a Netflix rendeu três seriados. A primeira temporada de Punho de Ferro (Iron Fist) chegou no início do ano e não convenceu. Em agosto, Os Defensores (The Defenders) corrigiu algum dos erros cometidos em Punho de Ferro, mas ainda assim foi abaixo do esperado. Mas quem se destacou e não decepcionou foi O Justiceiro, série derivada de Demolidor (Daredevil, 2015-).

O anti-herói Frank Castle já era muito interessante em Demolidor, e ele se tornou ainda mais em sua própria série. Todos os personagens importantes são construidos muito detalhadamente, o que nos ajuda a enxergar a complexidade da natureza humana e o que há de ruim nela. Além disso, O Justiceiro trata da guerra e do trauma que ela pode causar em soldados, que retornam para sua vida anterior mudados pelos horrores que vivenciaram. Tudo isso contribui para tornar o ritmo da temporada um pouco lento para quem está acostumado com produções mais clássicas de super-heróis. Mas essa fuga do clima habitual do gênero é bem-vinda, e prova que ainda é possível inovar neste universo. Por ter violência explícita e tratar de assuntos difíceis de forma crua, O Justiceiro não é uma série para todas as faixas etárias, mas é uma boa pedida tanto para os fãs de super-heróis e quadrinhos quanto para quem não gosta especialmente desse tipo de seriado. Por todos esses motivos, essa é a melhor série de super-heróis de 2017. E quem quiser saber mais sobre pode ver o que a Mãe Serpente já falou sobre a série quando saiu.

Imagem da série O Justiceiro, ou The Punisher, parte da parceria Marvel e Netflix. A imagem mostra Jon Bernthal vestido como o Justiceiro, e ensaguentado.

#3 | Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2)

Foram três filmes do MCU lançados em 2017. Guardiões 2Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming) e Thor: Ragnarok. A entrada solo de Peter Parker no MCU foi digna do maior herói de todos os tempos e Ragnarok foi um ótimo filme de comédia, que finalmente deu um espaço significatido para o Hulk neste universo. Contudo, meu voto de melhor filme da Marvel do ano ainda vai para Guardiões da Galáxia Vol. 2.

Baby Groot, gente. Tudo bem que o filme não tem só isso, mas ele com certeza ganha com a presença do serzinho mais fofinho da galáxia! Falando mais sério, Guardiões 2 está nesta lista de melhores produções de super-heróis de 2017 simplesmente porque soube repetir o que deu certo no primeiro filme. E ainda acho um feito incrível, em um universo que conta com monstros da cultura pop como Hulk e Capitão América, terem escolhido dar espaço a personagens desconhecidos e que estes tenham se tornado os queridinhos dos fãs. O time composto principalmente por Peter Quill, Gamora, Drax, Raccoon e Groot funciona muito bem porque cada um tem uma personalidade especial que torna os relacionamentos interpessoais muito interessantes. O MCU tem investido cada vez mais no humor, e talvez Guardiões 2 tenha focado em fazer o público rir mais do que se emocionar, mas ainda assim conseguiu dar uma bela despedida para um personagem muito querido do universo.

Imagem de Guardiões da Galáxia Vol. 2 (ou Guardians of the Galaxy Vol. 2) mostra Drax, Baby Groot, Yondu, Peter Quill, Rocket Raccoon, Mantis, Nebula e Gamora, num fundo de explosão.

#2 | Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

A gente não cansa de repetir que a DC não está conseguindo fazer um Universo Estendido digno de seus personagens. E depois de Batman vs SupermanEsquadrão Suicida (Suicide Squad), ambos de 2016, a esperança de algo melhorar estava baixa. Eis que surgiu Mulher-Maravilha. A personagem tinha feito uma aparição em BvS, mas o filme solo superou todas as espectativas, e foi uma boa redenção para a DC – mesmo que Liga da Justiça (Justice League), que veio alguns meses depois, não tenha sido grande coisa,

É claro que Mulher-Maravilha não é tudo de bom, e sofre com problemas que já são habituais em filmes de heróis e em filmes do DCEU: vilão genêrico, excesso de modelagem digital, falta de verossimilhança na representação dos poderes da heroína. Eu e a Mãe Serpente já falamos sobre isso de forma extensa, e essas falhas impedem o filme de estar no primeiro lugar das melhores produções de super-heróis de 2017. Mas não tiram o mérito do filme, primeiro do DCEU com protagonista coerente e roteiro amarrado. Claro que Mulher-Maravilha é importante por outros motivos óbvios. Nesta nova geração de universos cinematográficos de super-heróis, a Mulher-Maravilha é a primeira heroína a ganhar um filme solo. Da mesma forma que Diana Prince é jogada em um mundo bélico que é considerado masculino, a diretora Patty Jenkins esteve atuando em um mundo em que mulheres não têm muito espaço. Ainda assim, dentro do DCEU, se saiu muito melhor do que seus colegas homens e provou que o universo de heróis também pertence às mulheres. Já estava na hora!

Imagem do filme Mulher-Maravilha (ou Wonder Woman). Na imagem, a atriz Gal Gadot interpreta a heroína.

#1 | Logan

Impossível para mim botar outro filme no topo desta lista de melhores produções de super-heróis de 2017. Logan veio de longe, já que os filmes do Wolverine produzidos até agora foram bem meia-boca, sem falar do universo dos X-Men que é complicadinho de acompanhar porque parece que não decidiram, depois de tantos demais filmes, o que pretendem. Logan tem muito a agredecer a Deadpool (2016), que abriu espaço para filmes de heróis feitos para um público adulto. Sem a necessidade de se limitar para agradar a todos os públicos, Logan pôde dar espaço à violência que é indissociável do personagem, e lhe dar um desfecho digno.

Logan esteja no primeiro lugar desta lista é principalmente o que ele acrescenta ao cinema de super-heróis. Da mesma forma que O Justiceiro, o filme não segue características que se esperam no gênero, e até se distancia dele ao se inspirar em outros tipos de filmes, como faroestes e road movies, para criar um ambiente particular, e perfeitamente adequado ao personagem interpretado por Hugh Jackman. Cuja dedicação ao papel, aliás, é espetacular neste filme. A interpretação tanto dele quanto de Dafne Keen como Laura são essenciais para o resultado final, já que, como todo bom drama, o filme tem como foco os personagens, seus desenvolvimentos e seus relacionamentos. E aqueles do trio formado por Logan, Laura e o Professor Xavier dão ao filme uma carga emocional pesada, além de render algumas cenas muito divertidas. Em resumo, Logan é uma maravilhosa produção heroica, mas também um dos melhores filmes do ano, independente do gênero. Por isso está na primeira posição deste ranking, e todos deveriam assisti-lo – ou revê-lo, quem sabe na versão em preto e branco que dá para achar em alguns cantos da internet.

Imagem do filme Logan, que conta a estória de um Wolverine dos X-Men já velho. A imagem mostra a mão de Logan segurando a mão de X-23.