Manchetes da Mãe | Artifact, jogo de cartas de Dota 2 e outras novidades

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Mãe SerpenteSaudações, falangeiros e falangeiras! Hoje é quarta, dia de Manchetes da Mãe. A Valve anunciou, na noite de ontem, um jogo de cartas de Dota 2, que irá se chamar Artifact. Nessa semana, a Gearbox, desenvolvedora da franquia Borderlands, abriu inscrições para o beta de um misterioso novo jogo chamado Project 1vs1. O mundo indie também tem novidades, já que o criador de Spelunky (2008, Mossmouth) anunciou UFO 50, que irá conter 50 jogos oldschool. Por fim, No Man’s Sky (2016, Hello Games) irá ganhar uma atualização… é, ninguém entendeu por que fazer isso. E para quem preferir a versão em vídeo das Manchetes, elas já saíram no canal de YouTube da Falange.

Artifact | O jogo de cartas de Dota 2

Cartas sempre fizeram parte do mundo do jogos, mesmo antes dos videogames se popularizarem. É natural, então, que jogos eletrônicos muitas vezes se empenhem em simular baralhos como Magic: The Gathering e similares. Nos últimos anos, principalmente, diversas grandes franquias de jogos ganharam seus próprios jogos de cartas. A Blizzard lançou Hearthstone (2014), a Bethesda lançou The Elder Scrolls: Legends (2016) e, recentemente, a CD Red Projekt lançou Gwent (2017). A Valve, aparentemente, não quer ficar para trás, e escolheu o jogo Dota 2 para servir de universo para Artifact, que tem lançamento previsto para 2018.

Além do teaser, poucas informações foram divulgadas sobre Artifact. O jogo de cartas de Dota 2 irá utilizar três tabuleiros como base, de forma ainda não especificada, e deve incluir elementos do Moba da Valve, como minions e lanes. É provável que um beta seja aberto nos próximos meses, antes de um lançamento oficial. Até lá, fica apenas a curiosidade.

Project 1vs1 | Novo jogo dos criadores de Borderlands

E por falar em curiosidade, a Gearbox, desenvolvedora de Borderlands, anunciou um novo shooter da empresa. O nome provisório do jogo é Project 1vs1, e um beta fechado irá ser aberto no final do ano. Todo mundo que possui uma conta Steam pode se inscrever para participar do beta. É necessário se inscrever na plataforma Shift, preencher o cadastro e cruzar os dedos para ser um dos escolhidos.

A única informação que a Gearbox divulgou sobre o jogo é que Project 1vs1 é um shooter “que combina a ação acelerada do combate de 1 contra 1 com uma estratégia metajogo de um jogo de cartas colecionáveis.” A definição é extremamente instigante, e parece que o jogo pode apresentar algo novo para o gênero do FPS. Modos de arena, desafios e partidas rankeadas também foram confirmados.

UFO 50 | 50 novos jogos do criador de Spelunky

Depois de uma campanha misteriosa em torno da hashtag #ufo50, compartilhada por diversos desenvolvedores indie, o novo projeto da Mossmouth foi revelado. Derek Yu, designer de Spelunky e criador do estúdio, se reuniu com outros quatro nomes da indústria para criar uma coletânea de jogos inspirados na década de 80. Além de Derek Yu, participam do projeto Eirik Suhrke, compositor da trilha sonora original de Spelunky; Ojiro Fumoto, o designer de Downwell (2015); Jon Perry, criador de cardgames; e Paul Hubbans, criador de Madhouse (2007).

Cada um dos 50 jogos da coletânea tem um diretor próprio, porém, depois que o conceito inicial foi criado, todos os integrantes da equipe contribuíram com design e programação. Todos os jogos de UFO 50 serão liberados como parte de uma empresa fictícia dos anos 80, e irão utilizar a mesma paleta de cores em 32 bits. Pelo menos um terço dos jogos terá algum sistema multiplayer, e apesar de cada jogo ser curto, segundo os desenvolvedores, será necessário até 100 horas para terminar todos os títulos. Ainda não se sabe quando, exatamente, UFO 50 será lançado, nem houve confirmação de em que plataformas o jogo estará disponível.

Expansão de No Man’s Sky | Pra quê?

No Man’s Sky é, sem dúvida, a maior decepção dos videogames de 2016. E é possível até mesmo argumentar que o jogo é uma das maiores decepções da década, se não a maior. Depois de uma campanha extensiva em que os desenvolvedores mentiram descaradamente sobre os recursos encontrados no jogo final, jogadores encontraram um universo vasto e sem vida, ao invés do jogo interativo e multiplayer de exploração que esperavam. No Man’s Sky teve algumas atualizações desde então, possibilitando construir bases, por exemplo. A nova atualização, no entanto, promete melhorar sua estória principal.

Para início de conversa, só se pode melhorar algo que existe. A essa altura, a Mãe já se permite a dar spoilers, mas a suposta “estória” de No Man’s Sky consiste em um objetivo vago de chegar ao centro da galáxia. E quando os jogadores finalmente alcançam o objetivo, depois de horas de exploração entendiante, eles apenas são lançados para a borda da galáxia de novo e convidados a chegar no centro mais uma vez. É isso. Só isso. Qualquer coisa nova incluída na estória certamente será melhor que a brilhante ideia original. Mas jogadores que tiveram o azar de comprar No Man’s Sky não devem esperar muita coisa da expansão Atlas Rise, que deve incluir também portais para deslocamento rápido pela galáxia. Atlas Rise será lançado essa semana, e, ainda bem, é gratuito.