Falange Resenha | Thor: Ragnarok

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Minha camaradagem! Nauseão da massa aqui de novo, porque tem filme novo da Marvel no cinema. Thor: Ragnarok finalmente chegou e a análise vai ser comigo. Outra coisa: por mais que os próprios trailers já tenham estragado várias paradas que poderiam ser ótimas surpresas, já adianto que não vai ter spoiler nem nada do tipo, porque como bem sabemos, isso é coisa de site pau no cu.

Thor: Ragnarok | Beleza, mas e aí?

Acho o primeiro filme do Thor um desperdício em massa de bons personagens. O segundo foi bem melhor que o seu predecessor, mas isso não era lá tão dificil. Até por conta disso – e também do fanservice pesado nos trailers – esse terceiro filme acabou criando uma expectativa absurda em torno dele, o que na maioria das vezes acaba ajudando a criar aquele climão de “porra, mas era só isso!?”, que tem no Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) seu maior representante.

A ator Chris Hemsworth como Thor, sem seu capacete e de cabelos curtos

Mas,

Tenho grande prazer em anunciar que o terceiro filme do Deus do Trovão é o primeiro a não deixar aquela sensação de “tá, mas podia ser melhor” nos espectadores. O roteiro de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost consegue mesclar uma porrada de piadas rápidas com outra porrada de sequências de ação de forma muito harmoniosa. Como não dá pra tirar dez em tudo, a parte que caberia ao drama – que foi bem pouca, é verdade – ficou apressada e mesmo forçada quando teve que ser usada. Apesar disso, o lado bom do filme cobriu essa falha com folgas, então relaxem.

A história

O filme se passa dois anos após os acontecimentos de Vingadores: A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015). Loki  (Tom Hiddleston) está morto e Odin (Anthony Hopkins) curte sua aposentadoria em Asgard, enquanto Thor (Chris Hemsworth) acaba preso por Surtur (só CG mesmo), o filho da puta o senhor de Muspelheim, a terra dos demônios de fogo. É aí que ficamos por dentro da profecia do Ragnarok, o “fim do mundo” na mitologia nórdica, que tem como um dos protagonistas o próprio Surtur.

Surtur, o demônio de fogo, em sua forma de gigante, recebe um ataque de Hulk, à esquerda

Corta para Asgard, onde um acontecimento chave – que não vou dizer qual é – acaba por libertar Hela (Cate Blanchett), Deusa da Morte e outra grande protagonista na profecia do Ragnarok. Depois de um momento Game of Thrones, uma primeira briga e uma inesperada revelação de parentesco, Thor acaba indo parar no planeta Sakaar, um grande lixão a céu aberto, bem longe de Asgard. O planeta lixão é governado pelo Grão-Mestre (Jeff Goldblum), que, entre outras paradas bizarras, é chegado numa rinha de gladiadores. Se você assistiu algum trailer ou mesmo viu o poster oficial do filme, já deve saber onde isso vai dar.

À esquerda, Thor se prepara para atacar Hulk, que está à direita e também pretende atacar Thor

Cabe então ao Deus do Trovão dar um jeito de voltar pra casa, colocar Hela de volta em seu confinamento e tentar evitar que a profecia do Ragnarok de fato se cumpra. Se eu for além disso, estrago sua experiência, então…

Atuações

A Hela de Cate Blanchett mexeu com meus hormônios e foi bem difícil chegar num veredito isento sobre sua atuação.

Hela, sem o capacete de combate, vivida por Cate Blanchett

Poderosa, linda, ameaçadora… e um tantinho canastrona. Mas nada que comprometesse no geral. No caso da Hela, algum exagero vilanístico funciona bem. Já mencionei que ela tava linda?

Chris Hemsworth faz o Thor mais leve e descompromissado até agora, o que funcionou benzaço.

Se você assistiu Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016), já sabia que Benedict Cumberbatch retornaria com seu Stephen Strange e a sua participação no filme é basicamente uma versão estendida daquela cena pós créditos de seu filme solo, mas ainda assim, bem legal.

Anthony Hopkins fez o Odin feijão com arroz, pegou seu cheque e foi embora.

Jeff Goldblum brilha como o Grão-Mestre, falo mais nada.

O Grão Mestre de Sakaar, vivido por Jeff Goldblum

Tessa Thompson também. Olho vivo na sua “catadora 142”, que ela é muito mais que isso.

A "catadora 142" do planeta Sakaar

E até um personagem fortão de computação gráfica teve seus momentos memoráveis – e o pior é que eu não tô falando do Hulk.

Korg, um dos lutadores do Coliseu de Sakaar

Mas falando no Hulk, assim como no primeiro Vingadores (Avengers, 2012), o gigante protagoniza todas as cenas em que aparece e sua luta contra o Thor só perde para o desfecho do filme. Já Mark Rufallo faz um Bruce Banner bem diferente da sua versão dos Vingadores e eu achei bem legal.

Hulk equipado com armadura de combate

Eu só lamento muito que a Marvel não tenha confiado no potencial do seu próprio filme e não tenha guardado segredo sobre a participação do gigante esmeralda nele. Claro que foi foda, não me entenda mal. Mas teria sido épico se a gente só soubesse disso quando fosse assistir.

Claro que teve Stan Lee, porra, como não?

Então, sobre o filme,

Cara, dessa vez vale morrer no ingresso de fim de semana e naquele combo de pipoca e refri que custa 10% do PIB de um país emergente. Thor: Ragnarok entrega tudo que promete; é engraçado pra caralho – com piadas mais visuais e menos de diálogo, como foi no último Guardiões da Galáxia –, tem muita ação e cumpre seu papel de preparar o terreno para a Guerra Infinita (Infinity War) com louvor. Taika Waititi dirigiu um filme que ocupa fácil o Top 3 da Marvel até o momento, mas ainda abaixo dos Guardiões da Galáxia pra mim.

Cate Blanchett como a vilã Hela, liderando um ataque à Asgard

Vai ter mais coisa sobre o filme?

Maséclaro, parça! O próximo post será sobre Thor: Ragnarok também, mas a sua versão nos gibis, que saiu em 2004. Vou falar das diferenças, semelhanças e tudo mais. Também vai ter post sobre a saga Planeta Hulk, que também saiu dos gibis e inspirou parte do filme, além da já tradicional lista de easter eggs.

Vista panorâmica do reino de Asgard, no filme Thor: Ragnarok

Tudo isso vai ter spoiler, mas eu aviso antes, porque não sou pau no cu. Bjundas pra geral, comentem por aqui o que acharam do filme depois e divirtam-se <3