Falange Resenha | Rocket Wars

0

Vinheta da Mãe SerpenteNo meio da E3 2017, a Falange recebeu uma cópia de Rocket Wars. Com a pressa de cobrir o evento, no entanto, os controles ficaram pegando poeira na sala do Quartel General. Infelizmente. Rocket Wars é a melhor diversão casual que a Mãe vê em muito tempo.

Multiplayer e nostalgia

Antes que os consoles ganhassem conexão com a Internet, jogos multiplayer eram jogados de um sofá. No fim da tarde, ou aos fins de semana, os amigos chegavam para jogar. O online, sem dúvida, é melhor para se conectar a milhares de jogadores. Mas ter um jogo presencial como desculpa para reunir pessoas queridas é algo que faz falta.

Rocket Wars foi desenvolvido pensando nesse tipo de experiência. Por mais que os desenvolvedores já tenham indicado a intenção de implementar o online no futuro, por hora o jogo é apenas um multiplayer local. E suas funcionalidades são tão simples, que qualquer um pode pegar um controle, ou sentar na frente de um teclado, e aprender a jogar em poucos minutos, já no meio de alguma partida.

O conceito é simples. Quatro naves voam ao redor de um sol, enquanto tentam coletar ataques especiais para destruírem umas as outras. Esses power-ups aparecem de forma aleatória no mapa, a cada poucos segundos, e dão uma quantidade limitada de poder de fogo. Rajadas de balas, mísseis, tiros de sniper, minas, serras, lasers e até mesmo uma bomba nuclear que varre o mapa. As formas de atingir os inimigos são variadas, e incluem até mesmo um escudo refletor, capaz de rebater um projétil ou ser usado para bater diretamente em alguém.

Rocket Wars
Com poucas cores e elementos, ‘Rocket Wars’ consegue ter um jogo final extremamente divertido e viciante.

O sol, no centro do mapa, possui um centro de gravidade que impede as naves de permanecerem paradas. Com um botão de acelerar, jogadores precisam controlar a nave em meio a tiros, explosões e a atração inevitável da gravidade. E é claro que o sol também te mata. Ao mesmo tempo, as naves precisam chegar primeiro aos power-ups, e utilizar as armas conquistadas para vencer a partida. Rápido, frenético e caótico. A combinação perfeita para rir alto, xingar, e se divertir do lado de amigos.

Os modos de Rocket Wars

Rocket Wars suporta até quatro jogadores. É possível jogar com um número menor do que quatro, ou preencher os espaços restantes com bots. A inteligência dos bots pode ser ajustada, de modo a tornar as partidas mais ou menos desafiadoras. Existem quatro modos gerais de jogo, três deles com variações entre cada um por si e partidas em time. Um modo infinito permite apenas que os jogadores vaguem, sem limite de tempo, pontos ou vidas, de forma a aprender melhor os controles, e quem sabe conseguir conquistas. Existe também um já famoso modo mata-mata, em que quem conseguir destruir dez inimigos primeiros sai vitorioso. De forma oposta, o modo Sobrevivência dá a vitória para o último jogador que permanecer vivo, com cada nave possuindo um total de cinco vidas.

A maior inovação de Rocket Wars está em um modo especial chamado Nuke King. Nessa opção, o jogador que primeiro derrota um oponente se transforma no Rei Nuclear, uma espécie de mestre. O Rei Nuclear não pode mais utilizar especiais, mas sua barra de vida aumenta, assim como seu tamanho na tela. O dano causado pela arma básica e pelo impacto com outras naves também se torna devastador. O jogador que conseguir derrotar o Rei Nuclear ocupa seu lugar. E, enquanto jogadores precisam concentrar esforços ao mesmo tempo que planejam dar o golpe final no mestre, a contagem regressiva no topo da tela marca os três minutos necessários para que a bomba nuclear exploda, dando fim à partida. Nesse modo, ganha quem coletar mais pontos, o que se adquire matando inimigos, sendo o Rei Nuclear por mais tempo, ou terminando a partida com o título de Rei Nuclear.

Ser o Rei Nuclear te dá resistência e poder de fogo além de qualquer nave! E coloca um alvo gigante nas suas costas… passa mais rápido, tempo!

O modo de times permite que partidas assimétricas sejam configuradas, com dois jogadores contra um. E mesmo que a tela esteja sempre cheia de projéteis e naves, Rocket Wars tem um modo sutil de indicar a localização de seu companheiro, a partir de uma linha semitransparente que marca sempre a reta entre as duas naves. Esse recurso é extremamente necessário, porque aliados também são destruídos pelas armas de cada jogador. Caos. Elemento essencial para um jogo de sofá.

Rocket Wars
Com apenas uma linha, ‘Rocket Wars’ dá completo controle aos jogadores da posição de seus companheiros.

Progressão e futuro

O jogo conta também com um sistema básico de experiência e progressão, que permite desbloquear novos modelos de nave e novas aparências. Tudo com um gráfico minimalista, simples, limpo e eficiente. A simplicidade também facilita na implementação de novos recursos pela desenvolvedora, o estúdio dinamarquês Archon Interactive. Um novo modo de jogo, por exemplo, já está em desenvolvimento. E não é difícil criar novas naves, mapas e aparências. São pequenos detalhes, mas que certamente ajudam a dar longevidade ao jogo.

Para entender melhor o jogo, a Mãe Serpente gravou sua primeira experiência com Rocket Wars, com a participação especial de Bastille. O vídeo está disponível no canal de YouTube da Falange.