A Torre Negra | Primeiro trailer revelado e aprovado por Stephen King

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Vinheta BastilleBonjour! A Sony Pictures finalmente divulgou o primeiro trailer de A Torre Negra (The Dark Tower), que chega aos cinemas brasileiros em 27 de julho deste ano. O filme será a adaptação da obra homônima de Stephen King, que já deu sua opinião sobre o primeiro trailer.

O que o trailer pode indicar sobre o filme

O trailer já dá muita esperança quanto à qualidade técnica do filme, com ótimas fotografias, edição de som e atuações. Mas também levanta algumas questões relativas ao roteiro.

Os planos iniciais consistiam em contar o início de um novo ciclo de busca da Torre Negra, seguindo a estrutura do primeiro dos sete livros. Porém, o trailer dá a entender que o filme irá fechar um ciclo inteiro, já que mostra Roland na nossa dimensão – o que acontece apenas a partir do segundo livro – e também mostra a própria Torre Negra – que aparece apenas no sétimo e último livro. Algo que é novidade e também motivo de preocupações é a explosão da Torre Negra no trailer, que, nos livros, significa o fim da realidade.

A opinião de Stephen King

Em uma entrevista ao IGN, Stephen King, autor da saga de livros A Torre Negra, reagiu ao trailer: “Achei fantástico.” E acrescentou: “Os fãs dos livros vão ficar encantados de finalmente ver Roland e Jake nas telas, sem falar de Walter, o Homem de Preto.” O autor ainda elogiou os atores envolvidos no longa: “Foi ótimo ver Idris Elba interpretando o Roland. Ele tem um foco incrível e uma formidável energia. Matthew McConaughey é muito assustador e intenso no papel de Walter. Amo o fato de sentirmos logo de início a tensão entre os dois.”

A Torre Negra
Roland Deschain (Idris Elba) e o Homem de Preto (Matthew McConaughey).

Idris Elba como Roland

A aprovação da interpretação de Idris Elba pelo autor da estória original é de grande importância, no meio de uma polêmica sobre a escolha do ator. O personagem do Pistoleiro nos livros é um homem branco de olhos azuis, e, quando o ator foi escolhido para o papel, houve muitas reclamações sobre o fato dele ser negro. Com a divulgação do trailer, a adequação do ator ao papel está sendo novamente questionada. Vale então lembrar da trama dos livros (o próximo parágrafo contém spoilers sobre a saga).

A Torre Negra conta a estória de Roland Dechain, último pistoleiro de um reino antigo. Roland toma para ele a missão de salvar o mundo, que está para acabar. Para isso, ele cruza o planeta em busca da Torre Negra, um lugar místico, centro de toda a realidade. Após vários acontecimentos, no final do sétimo livro (A Torre Negra, 2004), o pistoleiro finalmente chega a seu destino. Porém, ao longo de toda a estória, sempre dividido entre a necessidade de alcançar seu objetivo e a de respeitar os valores importantes para a formação de seu caráter, Roland tomou decisões que vão contra a honra de um pistoleiro. Um dos erros que ele comete na estória é deixar para trás a Corneta de Eld – símbolo da família do melhor amigo dele, que pediu para ele guardá-la – na tentativa de salvar a mulher que ele ama. Para alcançar o objetivo dele, é necessário tocar a Corneta ao chegar na Torre Negra; logo, Roland falha, e é então mandado de volta no tempo, sem lembranças do que aconteceu, condenado a repetir a estória infinitas vezes até conseguir chegar à Torre fazendo as escolhas certas, sem desrespeitar seus valores.

Com os acontecimentos do final do sétimo livro, a personagem de Roland é levada a começar mais um ciclo de busca pela Torre Negra, com novas escolhas e novos acontecimentos. Qual é, então, o problema de uma mudança envolvendo a cor de pele do Roland? Nenhum. Até porque a única coisa que poderia ser afetada por essa mudança é o conflito existente nos livros entre Roland e Detta Walker, pelo fato desta última personagem odiar brancos. Mas já foi confirmado que ela não estará presente no filme.

Agora que sabemos que a escolha do ator não irá prejudicar a adaptação, resta esperar que a complexidade da narrativa e das personagens seja respeitada, apesar de um filme parecer algo muito curto para narrar algo que a princípio acontece em sete livros.